terça-feira, 12 de abril de 2011

Patagônia - Dia 31 - Bariloche

Data: 11/11/2007

A viagem para Bariloche foi tranqüila, a estrada é linda. O ônibus tinha dois andares e fomos em uma das primeiras filas do segundo andar, ou seja, visão panorâmica do caminho.

Chegamos na rodoviária às 15:30h, e pegamos um táxi para o centro por $7,00.

Como já havia comentado antes, nós subestimamos os gastos da viagem e nosso dinheiro vivo estava acabando então precisávamos pagar o hotel em Bariloche com cartão de crédito.


Não passou pela nossa cabeça levar a senha do cartão de crédito para poder sacar dinheiro.

Viajar pela Patagônia não é especialmente caro, especialmente se você ficar em albergues com quartos compartilhados, que não foi o nosso caso. Nossa única exigência em relação à hospedagem, é que fosse quarto duplo com banheiro privado. O que nos fez errar nas contas foi nossa experiência com a viagem anterior, um mochilão à Machu Picchu em 2004, onde tudo foi extremamente barato.

Voltando a Bariloche, eu havia escolhido pela internet um hotel bonitinho (www.hosteriasur.com.ar), com bom preço ($100,00), boa localização e que aceitava cartão de crédito e achei que por não ser temporada de ski, a cidade estaria vazia e não seria necessário reservar o hotel. Tolinha! O hotel estava sem cheio e só teria vaga para mais de 1 mês à frente.

Do outro lado da rua tinha um hotel e o Flávio foi lá ver. Tinha vaga e aceitava cartão, mas custava $180,00, um tanto mais do que gostaríamos. Resolvemos ir no posto de informações turísticas no Centro Cívico.

Eu estava com fome e frio, então a caminhada até lá com a mochila nas costas, apesar de curta, não foi exatamente agradável.

A funcionária do posto foi bastante simpática, e nos deu uma lista com as opções de hospedagem. Eu fiquei com as mochilas e o Flávio foi à caça de um hotel. Depois de um tempo que me pareceu uma eternidade ele voltou sem boas notícias. Então foi minha vez de procurar. Fui em vários hotéis que ou aceitava cartão e não tinha vaga (ou era caro) ou então tinha preço bom, vaga, mas não aceitava cartão.

Voltei de encontro ao Flávio desanimada. Mais uma vez fiquei com as mochilas e ele foi procurar hotel. Dessa vez voltou logo, dizendo que havia encontrado um. E claro, foi o primeiro que ele olhou, o Hotel Milan.

Centro de Informação Turística da Secretaria de Turismo no Centro Cívico

O Hotel Milan (www.hotelmilan.com.ar) é bem localizado, fica em frente à catedral de Bariloche. O quarto era grande e confortável, com bom café-da-manhã , e a diária era $180,00.

Depois de um bom banho e algum descanso, fomos dar uma voltinha na cidade. Jantarmos do restaurante Don Juan, que fica embaixo do Grand Hotel Bariloche (www.grandhotelbariloche.com/restaurant.htm).

O restaurante é bonitinho e a comida é boa, gostei muito. O jantar para duas pessoas saiu por $45,00.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Patagônia - Dia 30 - Entre Puerto Madryn e Bariloche

Data: 10/11/2007

Nesse dia estávamos cansados e com preguiça. Para piorar, seria um dia bem longo, pois pegaríamos o ônibus só às 22:30h para Bariloche.

Pensamos em ir ao Ecocentro (www.ecocentro.org.ar), mas era longe para ir andando e nenhum dos dois estava com vontade de descobrir como ir lá de ônibus. Resolvemos então andar ali pelo centro mesmo, com suas curiosas árvores esculpidas.

Almoçamos na Cantina El Nautico (www.cantinaelnautico.com.ar), e mais uma vez a comida estava deliciosa. Dessa vez escolhemos pratos um pouco mais caros então o almoço custou $30,00 por pessoa.

Demos uma paradinha no Havanna para um café expresso e um alfajor, que não pode faltar em uma viagem à Argentina.

À tarde fomos ao Museu Oceanográfico e de Ciências Naturais, que funciona no Palácio Pujol, “um dos prédios mais emblemáticos da cidade”.

A exposição é interessante e o prédio muito bonito, tem uma torre com vista do golfo. Gostei bastante de lá.

Na saída passamos em um mercado para comprar um lanche para o ônibus e depois voltamos para o albergue.

Já tínhamos feito check-out pela manhã, mas havíamos deixado nossas mochilas lá. O albergue tem uma área com mesinhas, sofá e TV e ficamos ali um bom tempo fazendo hora.

Ainda assim chegamos na rodoviária com bastante antecedência, só para variar um pouquinho o local de espera.


A passagem de Puerto Madryn para Bariloche custou $112 na Andesmar (www.andesmar.com), e a viagem durou 15 horas.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Patagônia - Dia 29 - Puerto Madryn & Península Valdés

Data: 09/11/2007

Havíamos programado para esse dia a ida à Península Valdés para vermos a baleia franca austral.

Contratamos o passeio na Estacion Ballenera, no centro de Puerto Madryn, mas várias agências oferecem o passeio. Custou $165,00 por pessoa, com duração de 1 dia.

O tour saiu de Puerto Madryn às 8h e demoramos pouco mais de 1 hora até a Península Valdés. A primeira parada foi no centro de interpretação, próximo à entrada do parque.


O centro de interpretação tem em exposição o esqueleto de uma baleia franca austral. É impressionante seu tamanho. As baleias dessa espécie chegam a atingir o comprimento de 18m e a pesar 80 toneladas.


Seguimos rumo a Punta Castor, para vermos os elefantes marinhos. No caminho vimos animais que eu não conhecia, que eu não lembro mais o nome e infelizmente as fotos não ficaram boas.

Os elefantes marinhos estavam curtindo o sol e alguns poucos entraram na água. Os machos são bem maiores do que as fêmeas. As orcas vêm aqui se alimentar, porém a guia nos informou que aquela não era a melhor época para observação de orcas.


Depois de apreciarmos bem a bela paisagem e os elefantes marinhos, seguimos para ver os pingüins. Só tinham dois no momento, mas foi bem legal vê-los de tão perto. Havia uma cerca de arame protegendo seu território mas eles estavam a pouco mais de 1 metro de nós.


Depois dos aperitivos, hora do prato principal: as baleias. Fomos até Puerto Pirámides, onde devidamente equipados com colete salva-vidas e capa de plástico, embarcamos para a observação de baleias. O barco não era grande e devia ter umas 15 pessoas. Haviam outros barcos voltando e as pessoas conversavam animadamente sobre as baleias. Será que teríamos a mesma sorte?

O barco foi até o ponto onde é comum ter baleias e... nada! Ficamos alguns minutos parados esperando, até que o responsável pelo barco disse que ele esperaria mais alguns minutos, que se as baleias não aparecessem, infelizmente teríamos que voltar.

Continuamos parados até que alguém avistou um movimento no horizonte. Uma baleia se aproximava, e depois percebemos que havia mais outra. Elas ficaram nadando de um lado para outro até que chegaram bem perto mesmo, uma delas inclusive, passou por baixo do nosso barco, e eu fiquei torcendo para que ela não resolvesse saltar justo naquela hora rsrsrs

Aliás, em nenhum momento elas saltaram, e o guia disse que é muito difícil ver um salto de baleia, que elas não fazem isso sempre.

Após pouco mais de 35 minutos, elas se cansaram de nós e foram embora. É uma experiência muito interessante, e infelizmente minhas fotos não fizeram jus ao momento.


Na volta a Puerto Madryn a van quebrou, tivemos que esperar outra, foi uma confusão. Chegamos mortos de fome, com vontade de comer comida de verdade, e em um horário limbo: tarde para o almoço e cedo para o jantar. Achamos um restaurante aberto, entramos e quando pedimos a mesa, o garçom disse que ainda não estava aberto.

Fomos embora com uma pulga atrás da orelha. Era um restaurante bonitinho e ficamos achando que tinha sido pessoal conosco, pois não estávamos exatamente arrumados (calça jeans, bota, casacão), mas realmente o restaurante estava vazio.

Saímos andando procurando restaurante, não achamos o que eu tinha escolhido pelo Lonely Planet. Na volta, passamos novamente pelo tal restaurante e ele já estava em pleno funcionamento. Resolvemos tirar a prova: entramos de novo. E foi a melhor decisão que tomamos.

A comida da Cantina El Nautico (http://www.cantinaelnautico.com.ar) é ótima, e não é caro, como a aparência do restaurante pode sugerir.

O garçom que nos atendeu era uma figura, era meio surdo e ficava fazendo piada com isso, muito engraçado.

Realmente recomendo o restaurante. O jantar custou $23,00 por pessoa e gostamos tanto, que voltamos no dia seguinte.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Patagônia - Dia 28 - Puerto Madryn

Data: 08/11/2007

Chegamos em Puerto Madryn de madrugada, por volta das 3:30h, e ficamos na rodoviária fazendo hora.
Quando as lojas começaram a abrir fomos tomar café-da-manhã, e depois fomos ao posto de informações turísticas para arrumar hospedagem.

A funcionária ligou para diversos albergues antes de conseguir um que tivesse vaga, o Hostel Viajeros (http://www.hostelviajeros.com.ar).
Albergue reservado, fomos até lá. Ainda era muito cedo para fazer check-in, então deixamos nossas mochilas, e saímos para andar.

Demos uma volta pelo centro, contratamos o tour pela Peninsula Valdés (vou detalhar no próximo post), passamos em um mercado e voltamos para o albergue, que tem uma cozinha equipada, e almoçamos por lá.

Aproveitamos para dormir de tarde, pois estávamos quebrados depois da longa viagem desde El Chaltén (foram ao todo 22 horas!).

Energias recuperadas, fomos andar mais um pouco e compramos as passagens na rodoviária para o destino seguinte, Bariloche.

Rodoviária De Puerto Madryn

Essa noite, jantamos no Restaurante Estela, gostei muito. O jantar custou $32,00 por pessoa.

Links do restaurante:
http://www.futuregringo.com/index.php/2009/10/31/parrilla-estela-puerto-madryn/
http://www.fodors.com/world/south-america/argentina/atlantic-patagonia/review-441163.html

O quarto do Hostel Viajeros tinha um beliche e uma cama de solteiro, banheiro privativo, e a diária custou $105,00. Como já disse, o albergue tinha uma cozinha bem equipada e na diária estava incluído um café-da-manhã simples. Apesar de ter tudo o que a gente precisava, foi o albergue que eu menos gostei na viagem, e um dos mais caros.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Patagônia - Dia 27 - Entre El Chaltén e Puerto Madryn

Data: 07/11/2007

Acordamos bem cedo e fomos para o escritório da empresa Las Lengas. A van saiu rumo a Comandante Luis Piedra Buena às 05:30h. Na van estávamos apenas eu, o Flávio, uma alemã que havíamos conhecido em Torres del Paine e o motorista, que é o dono da empresa.

Os primeiros 45 minutos de viagem foram no escuro. A viagem é muito tranqüila, uma estrada no meio do nada.

Lá pelas 08:30h, o motorista (não me lembro o nome dele) parou em uma construção abandonada para quem quisesse fazer xixi. Explicou que as meninas poderiam ir atrás da construção e os meninos em qualquer lugar, foi engraçado. Aproveitei para esticar um pouco as pernas.

Depois da parada a viagem seguiu mais animada, fomos conversando até Piedra Buena, onde chegamos por volta das 11:30h.

A van nos deixou em frente à rodoviária da cidade e fomos logo comprar as passagens para Puerto Madryn. Compramos na Andesmar, cada passagem custou $120,00 e o ônibus sairia às 12:30h.

Deixamos nossas mochilas no escritório da Andesmar e fomos comprar algo para comer. Como não tínhamos muito tempo até a saída no ônibus (menos de 1 hora), não conhecemos nada da cidade.

O ônibus saiu da rodoviária na hora certa. Em algum momento no meio da viagem quando o ônibus estava passando por uma área residencial, um menino que estava na calçada jogou um pedregulho contra o ônibus. O ônibus parou, o menino correu, o motorista desceu, veio uma mulher que devia ser a mãe do garoto e ficou aquele bate-boca. Ficamos parados um tempo que pareceu uma eternidade sem sabermos porquê, já que a janela não havia quebrado.

Quando descemos do ônibus para vermos o que estaca acontecendo, o motorista deu uma empurradinha no vidro e só então percebemos que ele estava todos estilhaçado, seguro apenas pela camada de insulfilm.

Depois de várias ligações do motorista para a empresa, finalmente voltamos para o ônibus e seguimos até uma rodoviária próxima, onde trocamos de ônibus para podermos seguir viagem.

O resto da viagem seguiu sem sobressaltos, e chegamos à rodoviária de Puerto Madryn às 03:30h da madrugada. Estava tudo fechado. Resolvemos esperar o dia amanhecer para procurar hospedagem.